Carnaval!
Afinal, que festa é essa?
Quando
eu era criança ficava me perguntando: Afinal, para que serve o carnaval?
Minha
mente curiosa e questionadora, de 6 anos, não conseguia entender o porquê de
tanta agitação, numa época em que minha família
não comemorava nada de “tão especial” e, nem estávamos esperando “o bom
velhinho”.
Lembro
que me disseram que o carnaval era “uma festa da carne” e nada mais.
Então,
em meu pensamento inocente e infantil, pensava: Oba! Amo comer carne, sou carnívora assumida! Acreditei sim, que as
pessoas deveriam comer carne durante três dias e ir para as ruas dançarem e
beberem para celebrar alguma coisa, só não sabia bem o quê.
O
tempo passou, a curiosidade só aumentou e com ela a vontade de saber: o que as pessoas tanto comemoravam?
Eu,
curiosa que sou, não me contentei e resolvi buscar respostas. Se você é tão
curiosa (o) quanto eu, vai querer saber também as origens da festa mais
esperada do ano dos brasileiros, não é?
Vamos
lá? Acredita-se que o carnaval tenha surgido na Grécia, como uma festa onde as
pessoas se reuniam para se divertir e
celebrar a chegada da primavera e a fertilidade, bem como, honrar ao deus
Dionísio – deus do vinho. Em Roma, essa comemoração se tornou popular durante
os primeiros séculos da era cristã.
A
origem do seu nome vem do latim “Carne Vale”- adeus carne. Significado
ligado ao fato dessa festa ser pagã e acontecer durante os três dias que
antecedem a quaresma, um período religioso cristão de renúncia aos desejos e vontades carnais. Dessa maneira
era como uma despedida da carne (aqui que
entra a carne que eu não entendia aos 6 anos.)
Pelas
bandas de cá, o carnaval chegou a partir do século XIII, quando os portugueses
trouxeram o entrudo, uma espécie de
brincadeira que consistia em um jogo onde as pessoas jogavam água, tintas,
farinha e ovos umas nas outras. Imagine quanta confusão era gerada!
Um bom tempo
depois,
no final do século XIX, começaram a aparecer os primeiros blocos carnavalescos.
As pessoas se fantasiavam, enfeitavam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas
ruas das cidades. Foi assim que se originou os carros alegóricos, típicos das
escolas de samba atuais.
A
primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa
Falar. Anos mais tarde, a Deixa Falar
transformou-se na escola de samba Estácio
de Sá. Foi a partir daí que o
carnaval de rua começou a ganhar um novo formato. Começaram a surgir novas
escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de
Escola de Samba, começaram os primeiros campeonatos para verificar qual escola era mais bonita, organizada e animada.
E como será que era a folia aqui no Nordeste ?
Em cidades como Recife
e Olinda, as pessoas saíam nas ruas no ritmo do frevo e do maracatu. Os
desfiles de bonecos gigantes, em Recife, passaram a ser uma das principais atrações desta cidade
durante o carnaval.
Em Salvador, os trios elétricos, embalados por músicas
dançantes de cantores e grupos típicos da região abrilhantavam o evento. Destacaram-se
também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do
Afoxé Filhos de Gandhi.
O carnaval foi
crescendo e tornando-se cada vez mais popular. Assim, com a ajuda das escolas,
trios, blocos, músicas e marchinhas carnavalescas, a partir do século XX, o
carnaval foi se tornando uma festa cada vez mais divertida.
Bem, acredito que deu
para entender as origens, o que mudou e o que permaneceu dessa festa que mexe com a cabeça de todos os foliões
brasileiros.
Se você é um folião
fiel acredito que esperou muito por esse
momento e se não for, creio que, o que
leu nesse texto (espero que tenha
chegado até aqui) tenha contribuído para entender um pouco mais sobre uma de nossas riquezas.